Momento inominável

Odilon Redon The Red Sphinx, c.1912
aqui, a ausência onipresente
nos longes,
braços movem solidão
nas ampulhetas,
nos metrônomos,
na hera,
na muro,
passam os minutos
é engano alheio
o escoar de amores
(é natal mais uma vez e é bom que assim o seja. porém, mesmo com a dimensão do significado da data impresso em mim de maneira particular quando criança, este é um período em que me sinto vazia e perplexa diante do frenesi que assisto, das tentativas de comprar felicidades, de alegrias ou tristezas exageradas diante da comum inflexibilidade do tempo. mas, é natal. é data que se pretende divina. e eu desejo a todos que seja uma data feliz, de felicidade verdadeira e descansada. que seja um dia nada “fake” para todos. um dia divinamente comum).
Escrito por Marilena às 02h24
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