Inquietações


 

No princípio era o nada. E o amor

passava o seu fôlego sobre o nada, ansiado.

E este sopro fez do nada o verbo que, nascendo,

libertou o amor.

E ficou o verbo.

E o verbo, livre, buscou incensos, auroras, sorrisos,

solitudes, arcancéis, amor, vazio,

- toda a matéria de seu artesanato.

E não se importou com os muros que o abrigaram

nem com as travas; não as temeu,

sabendo que era-é em ventura.

E debruçou sobre um velho piano,

tocando vastos poemas.

E pintou nas folhas e nos ventos

grandes paisagens.

E fitou oratórios, pássaros e a neve,

E não se surpreendeu no mundo novo,

lento dealbar; lento ingresso nos sótãos.

E prosseguiu,

como se fosse o único.

Sem palavras.

 

 



Escrito por Marilena às 20h54
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