Inquietações


reencontro - oração - embriaguez

rezastes todo o corpo

salmodiando cada verso enlaguescido

 

 o fluir de mãos pela pele

revelou mistérios

 

no abdome, a unção, o fervor

 

as faces ansiosas, enternecidas,

foram aragens brandas nas costas da messe

 

como um sacrário, os seios

acalentaram os lábios

 

nos cabelos, o naufrágio das mãos,

antes de cada dedo tecer

o rosto, em febre-doçura

 

tramastes para os olhos

o luzir da pungência,

cantastes os artelhos

na manhã deliqüescente

 

como altar,

tomastes a polpa dos pés

inundando de amor todos os poros

 

 

(Para os bons amigos que aqui me visitam, devo dizer que fiquei um tempo sem desejar escrever, nem achava mais que conseguiria ainda uma linha, num daqueles momentos que se vive na solidão de todas as palavras. Não sei se é comum a todos, mas em mim este silêncio sempre está a espreitar. O bom é que é cíclico e como vem, vai embora, de repente.)



Escrito por Marilena às 19h05
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